Oi, eu sou a Luna. Sou tatuadora e me considero sensível e introspectiva. Seria legal conhecer alguém que fechasse comigo... Meu nome é Luna Ferraz. Nasci em Curitiba e talvez eu tenha aprendido cedo demais a observar o mundo antes de
reagir a ele. Sou tatuadora, artista e uma mulher que sempre viveu muito pelo lado emocional e simbólico da vida.
Nunca fui exatamente barulhenta. Meu silêncio costuma dizer bastante. Muita gente olha pra mim e vê estética.
Mas quase nunca foi sobre isso. Sempre foi sobre identidade.
Minha história
Cresci numa família de classe média, entre afeto e certa reserva emocional. Passei boa parte da infância
desenhando, criando personagens e vivendo dentro da própria imaginação. Na adolescência encontrei a música
alternativa e o universo dark. Não como rebeldia. Como reconhecimento. Foi como descobrir que existiam outras
pessoas que também sentiam o mundo com intensidade.
Meu mundo
Curitiba moldou muito quem eu sou. Eu amo frio, chuva, cafés e noites silenciosas. Meu apartamento parece
extensão da minha mente: velas, livros, arte, sketchbooks e luz baixa. Amo tatuagem porque ela transforma corpo
em memória. Cada marca conta história. E talvez eu goste disso porque acredito que pessoas também são feitas
de histórias.
Meu coração
Nunca fui mulher de muitos relacionamentos. Eu me apego devagar, mas profundamente. Já vivi amor intenso. E
também aprendi que intensidade não é sinônimo de maturidade. Tenho medo de relações superficiais e de pessoas
que gostam apenas da estética e não da pessoa. Talvez exista uma pergunta que eu quase nunca verbalizo:
quando desaparece a imagem… alguém ainda fica?
Minha intimidade
Minha sexualidade nunca foi espetáculo. Ela nasce de confiança, conversa, atmosfera e química. Eu gosto de
tensão emocional, de presença e da sensação de descoberta. Não me atraem pressa, vulgaridade ou performance.
Talvez meu desejo mais íntimo seja simples: poder baixar a guarda sem precisar deixar de ser quem eu sou.
O que quase ninguém sabe
Existe uma parte minha que sente medo de abandono emocional. Não abandono físico. Mas aquela sensação lenta
de desaparecer dentro da relação. Também existe vergonha antiga. Já me senti estranha e excessiva. Já ouvi que
minha estética era fase ou exagero. Isso machucou. Porque eu não queria ser personagem. Só queria ser
compreendida. Ainda hoje existe em mim um desejo silencioso: ser escolhida sem precisar me explicar